quarta-feira, dezembro 19, 2012

N de Natália

n de natalia

Nunca entendi o mundo, as pessoas e essa mania de buscar culpados, de ter a quem atribuir à autoria de algo que muitas vezes não se sabe o que. As pessoas buscam respostas para perguntas que não deveriam ser feitas e por não encontrarem essas respostas acabam encontrando um culpado ou alguém em quem elas vão descontar suas frustrações.

Ninguém perde por não estar preparado ou por que o adversário foi melhor e sim porque alguém contribuiu para essa derrota. Seja o destino, a sorte que não apareceu ou as condições climáticas que não ajudaram, mas nunca o motivo é o real.

Quando a enfermeira me disse que era um menino pensei em várias coisas, mas só o que passava pela minha cabeça era o tal do cromossomo X ou Y que acaba determinando o sexo do bebê. O tipo de coisa inútil que não deveria passar pela minha cabeça naquele momento. Ao invés de estar feliz pelo meu filho, estava preocupada em achar o motivo para não ter sido uma menina.

Só acordei da insanidade e me dei conta do erro que estava cometendo comigo mesma, com o Thiago e com o Pedrinho, quando o amamentei pela primeira vez e percebi que as coisas acontecem porque tem que acontecer e pronto.

- Natália! Acorda amor, você precisa trabalhar.
- Nossa, acho que perdi a hora...
- Eu sei, são oito e meia e estou tentando te acordar desde as sete.
- Tive um sonho estranho... Estava dando a luz ao Pedrinho e pensando no porque não tivemos uma menina.
- Você quer uma menina? Podemos encomendar uma agora mesmo...
- Porque não!?

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