sábado, dezembro 16, 2017

Cotidiano 2

cotidiano 2

Eu poderia te dar um abraço, mas ainda hoje me esqueço que a vida é muito mais. Eu poderia cair nos seus braços, mas ainda hoje me esqueço que tudo é fugaz. Você pode vir, pode até chorar, pode não ligar e me enganar, mas não me abandone porque isso fica aberto quando você sai e é ruim demais.

Lidar com o desconhecido é algo que não sei fazer e nem quero aprender. Lidar com os fatos do cotidiano já me demanda esforço demais e sem você fica ainda mais difícil. Não é pelo sacrifício ou pela coisa do sumiço, não é pelo retardo ou a aceleração dos movimentos, é por tudo.

O jornal de ontem na banca de hoje. O dia que não vem no futuro que construímos. O sopro de vida no meio da rua. A tal da verdade nua e crua. Cá estamos nós.

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sexta-feira, dezembro 15, 2017

Tanta questão

tanta questao

É difícil acreditar que isso tudo aconteceu, nossa relação valeu do inicio ao fim. Você deu palpite, eu não fiz questão, o meu coração já estava bem.

É difícil acreditar que um dia te conheci, é difícil acreditar que você partiu, não teve vontade de nenhum de nós e agora resta vivermos a sós.

Tudo o que aconteceu foi legal para gente, tudo o que aconteceu foi especial, não vale a pena sofrer em vão, dentro do peito tem um coração.

Não foi assim tão diferente do que tinha de ser e tudo mudou na nossa mente.

Era um dia de sol de verão e a gente naquela estação parados em frente à escada esperando o inevitável.

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quinta-feira, dezembro 14, 2017

O som do silêncio 2

o som do silencio 2

Depois de várias temporadas em silencio ela resolveu falar com todos ao mesmo tempo. Deu bom dia a quem apareceu, boa tarde a todos os presentes e boa noite aos mais próximos. Ela não mais parou de falar, de festejar, de dançar, de ser feliz.

Em suas temporadas de silêncio ela contemplava o céu, ouvia os pássaros e se bastava em sua vida repleta de emoções. O simples barulho do mar, a leve brisa, o farfalhar das folhas, cada som era percebido e compreendido com uma clareza impressionante. Ela tinha muito a aprender, a sentir, a descobrir e por isso fazia de suas temporadas de silêncio o momento para isso.

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quarta-feira, dezembro 13, 2017

O ano inteiro 2

o ano inteiro 2

Vou descer em Janeiro para chegar em Dezembro, não estamos mais em Fevereiro, temos que ter consciência de tudo o que fomos e ainda seremos. Vou subir depois de Março, antes do fim de Novembro, e se por acaso em Abril nada disso mudar quero me certificar que fiz o meu melhor.

O tempo à toa juntos que passamos no primeiro inverno, foi só um tempo que devemos esquecer, pois nada nos acrescentou. Maio vai chegar, nova estação, vai sentir mais medo e não tem segredo, é assim até o sol nascer. Podia ser diferente e só não é porque ainda falta muito para ganharmos velocidade antes de emergir.

Vou pedir abrigo até Outubro e depois de Junho me mudar para Argentina. Vou guardar os sonhos na estante, mas só durante o verão e não sem antes me certificar que em Setembro tem carnaval.

Agosto é o nosso mês. Em Julho é a nossa vez. Vamos parar de brincar, vamos parar de correr. O mundo vai mudar, devemos acreditar e quando isso acontecer vamos celebrar.

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domingo, novembro 26, 2017

Essa canção

essa cancao

Fiz essa canção para ela não dizer que eu fiz essa canção para ela se esquecer de tudo e não lembrar do tempo que passou enquanto eu fiz essa canção durante o nosso amor de inverno em pleno verão de outono. Por isso eu fiz essa canção com tão poucas estrofes, versos soltos e nenhum refrão eu fiz essa canção de coração, mas pode ser que ela não entenda que eu fiz essa canção sem a intenção de convence-lá a me aceitar de volta.

Fiz essa canção escrevendo em folhas velhas de um caderno de recados não usado desde o fim de agosto enquanto a chuva molhava o quintal. Fiz essa canção e agora já não sei se vou ouvir de novo a sua voz cantando essa canção, pois na primeira vez que ouvi essa canção chorei de emoção e tudo fez sentido tal e qual o céu azul.

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sábado, novembro 25, 2017

Ninguém me ama, ninguém me quer

ninguem me ama, ninguem me quer

Sim existem pessoas que necessitam da aprovação alheia, que precisam muito do amor do próximo e mesmo assim ainda se sentem isoladas no mundo. Essas pessoas que não conseguem colocar a cabeça no travesseiro à noite enquanto não tiverem o “OK” da sociedade, estão entre nós.

Falem ou pensem o que quiser, eu sou egoísta convicto e, portanto, não esperem que eu me importe com a opinião alheia, seja ela qual for e em especial se for ao meu respeito. Por ser assim é que tenho dificuldade em entender aqueles que sofrem porque não foram convidados para a festa do colega de trabalho que eles só encontram pelo corredor ou que se irritam ao saber que o vizinho, apesar de gostar das mesmas coisas, nunca compartilha seus momentos.

Esses seres humanos vivem uma vida baseada em agradar aos outros, em esperar um elogio ou em preocupar-se com a maneira como são vistos pela sociedade. E se as coisas não acontecem como eles pensam que tem que acontecer, o sentimento de frustação é tão grande que os leva a mal dizer o mundo e todos a sua volta.

Psicólogos, psiquiatras e afins, estudiosos no assunto, ainda tentam decifrar o que se passa na mente desse povo. Alguns dizem ser uma carência vinda da infância, outros alegam ser falta de maturidade, mas o certo é que não há uma explicação padrão para todos os casos. Então, caso você não sofra desse “mal” e não carregue consigo esse sentimento de rejeição, não dê uma importância tão grande ao “choro” daqueles que não conseguem viver sem se sentirem amados.

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sexta-feira, novembro 24, 2017

De boísmo

de boismo

Essa é a época do ano que por mais incrível que possa parecer as pessoas ficam mais intransigentes, mais estranhas e irritadiças. Não sei como e nem porque isso acontece, mas o fato é que no final do ano, os humores se alteram.

Pode ser que o fato tenha alguma relação com as reuniões de final de ano, com as trocas de presentes no famoso amigo oculto e até com o natal e o ano novo em família onde muitos vão para casa de parentes ou os recebem em suas casas.

O que me pergunto é o porquê as pessoas não praticam o “de boísmo”? Porque as pessoas não conseguem lembrar que tudo isso acontece só uma vez no ano? Porque elas se incomodam tanto com algo tão simples e banal?

Já temos tantos contratempos durante o ano, tantos percalços, tantas coisas a resolver, que a última coisa em que deveríamos pensar na hora em que podemos celebrar com os amigos, os familiares e parentes, era em picuinhas ou disputas para ver quem pode mais.

Os eventos que acontecem nessa época do ano, que antecedem o natal e o ano novo, e até mesmo o natal e o ano novo, devem servir para que façamos o exercício de esquecer as bobagens, as frescuras e tão somente celebrar. Celebrar a vida, as amizades, o ano que passou, sem se importar com detalhes tão sem insignificantes para o todo.

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quinta-feira, novembro 23, 2017

Sentimento nato

sentimento nato

Quem do amor se abastece fortalece o sentimento. Quem do amor faz viver compreende o sofrer. Quem do amor se alimenta não conhece a escassez.

O amor pode por ser mais, pode por ser inteiro, pode por ter o poder de mudar.

Existem os que acreditam e os descrentes, os fieis e os indecisos, os distraídos e os atentos. Existem os que sabem o que é amar e o fazem com toda a intensidade e existem os que desconhecem seu poder.

Em linhas gerais o amor deveria se bastar sozinho enquanto pleno, mas ele necessita que ao seu redor a atmosfera esteja propicia a sua presença. A negatividade não deve estar presente, o pessimismo deve ser combatido e todos os pensamentos não condizentes com um ambiente de paz e alegria devem estar longe para que o amor prevaleça e seja único.

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quarta-feira, novembro 22, 2017

Coisa de bem querer

coisa de bem querer

Maria Paçoca queimada tem doce nesse seu gingado. João Amendoim torrado é louco no seu requebrado. É tudo como tem que ser, é coisa assim de bem querer.

O amor aparece quando menos se espera e Maria Paçoca já não via a hora. João Amendoim menos afoito já refeito do susto, depois do desgosto de perder vários amores, estava tranquilo.

Encontraram-se no baile como quem não quer nada. Conversaram na mercearia. Namoraram na praça. Casaram-se numa quinta e para não ser clichê, dispensaram a lua de mel.

Depois de tanto açúcar e um pouco de mel, nasceram Pedrinho Pé de Moleque e Lorena Caramelo. E o amor triunfou como sempre acontece e quem achava que era muito doce essa relação teve que se render.

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terça-feira, novembro 21, 2017

Mantendo a sanidade

mantendo a sanidade

A mídia impressa vai dizer que sim mesmo sem saber por que tudo chegou ao fim e a televisada, aquela transmitida no horário dito nobre, vai negar com veemência o pedido de clemencia do pobre coitado preso. Os fatos não correspondem à realidade. Há muita fumaça e pouco fogo, muito alarde e pouco conteúdo.

Diria eu quase nada de coisa nenhuma, não fossem os sinais emitidos pelos incas antes do fim do século. Crueldade é pedir aos que restaram algo mais do que um simples suspiro. Crueldade é correr atrás de quem sempre foi importante só nos últimos dias do ano.

Por pior que possa parecer e é, nem tudo se resume ao lado direito da cama, ao ar condicionado e a moça do tempo. Existem muitos mais mistérios por aí, supondo que estamos falando só de Londres, Paris também é uma cidade encantadora.

Conversei com poucos antes de vir aqui, e antes, muitos me disseram que não era prudente perder o juízo. Finjo-me de louco para manter a sanidade e assim caminha a humanidade.

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